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	<title>Brand Insights &#187; HSM</title>
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	<description>A biblioteca virtual do Grupo Troiano de Branding</description>
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		<title>Brand Leaders</title>
		<link>http://www.brandinsights.com.br/pagina/1031</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 16:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Insights]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brand Leaders]]></category>
		<category><![CDATA[HSM]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira aqui detalhes da premiação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica} p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px} -->O Prêmio BRAND LEADERS HSM/TROIANO é uma iniciativa pioneira no mercado e foi idealizado pelas empresas HSM e Grupo Troiano de Branding. Ele é a expressão do expertise complementar dessas duas empresas: HSM com management e gestão de pessoas e Grupo Troiano com gestão de marcas.  Juntas foram responsáveis pelo planejamento, coordenação e realização do estudo.</p>
<p>Foram considerados BRAND LEADERS os profissionais que se destacam como líderes de marcas em empresas que atuam no Brasil, sendo ele o CEO ou não, desde que seja, na visão do mercado, a pessoa que melhor representa uma determinada marca.</p>
<p>Para a construção do ranking foi desenvolvida uma pesquisa, em duas fases, realizada exclusivamente para essa finalidade. A primeira fase foi um “qualifying”, via solicitação espontânea de nomes, identificando potenciais  “Brand Leaders” em 10 categorias de negócios: alimentação, automotivo, bebida, higiene pessoal e beleza, financeiro, mineração e siderurgia, tecnologia, telecomunicação, transporte e varejo.</p>
<p>Dessa etapa, foram definidos três nomes, os três mais indicados de cada categoria.</p>
<p>Estes nomes seguiram para a fase seguinte.</p>
<p>A segunda fase foi a de construção do ranking propriamente dito, tanto geral como o das categorias.  No ranking geral participaram da disputa 70 Brand Leaders.</p>
<p>Todos os Brand Leaders foram avaliados por meio de oito dimensões: Reconhecimento do mercado, Inovação, Performance, Carisma, Trajetória, Integração e Ética. A frequência da associação dos candidatos a essas 8 dimensões combinadas com a importância atribuída pelos respondentes a cada dimensão é o que gerou a posição final de cada Brand Leader no ranking.</p>
<p>Em ambas as fases a amostra de respondentes foi formada por profissionais do mercado, de nível gerencial ou superior, cadastrados na base HSM, das principais empresas do Brasil. Todo o processo de pesquisa foi conduzida em sistema online, com uma amostra final de 2000 respondentes.</p>
<p>Os resultados do Prêmio BRAND LEADERS HSM/TROIANO foram divulgados no Special Event com Philip Kotler dentro da HSM ExpoManagement 2010, no dia 8 de novembro.</p>
<p>Os vencedores em cada categoria:</p>
<ul>
<li>Alimentação: Ivan Zurita &#8211; Nestlé</li>
<li>Automotivo: Cledorvino Belini &#8211; FIAT</li>
<li>Bebida: Jorge Paulo Lemann &#8211; AB Inbev</li>
<li>Higiene pessoal e beleza: Guilherme Leal &#8211; Natura</li>
<li>Financeiro: Roberto Setubal – Itaú-Unibanco</li>
<li>Mineração e siderurgia: Antonio Ermirio de Moraes &#8211; Votorantim</li>
<li>Tecnologia: Laércio Cosentino &#8211; Totvs</li>
<li>Telecomunicação: Sérgio Chaia &#8211; Nextel</li>
<li>Transporte: David Neeleman &#8211; Azul</li>
<li>Varejo: Luiza Helena Trajano &#8211; Magazine Luiza</li>
</ul>
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		<title>A seleção canarinho e as marcas corporativas</title>
		<link>http://www.brandinsights.com.br/pagina/938</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 14:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[HSM]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Troiano]]></category>
		<category><![CDATA[Marca Corporativa]]></category>

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		<description><![CDATA[Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Pode parecer apenas uma metáfora ingênua e oportunista. Afinal, não se fala de outra coisa nestes meses. Mas não é nem oportunista e muito menos ingênua. A relação entre a nossa Seleção e as marcas corporativas é total.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Nós sabemos como as marcas corporativas, transcendendo as marcas de produto, deixaram de ser somente figurantes, passaram a ser fortes coadjuvantes e hoje são protagonistas nas comunicações e relações das organizações com seu mercado e stakeholders.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Aí vão algumas razões para demonstrar a autencidade desse paralelo entre as marcas corporativas e nossa Seleção.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>1. Longevidade -</strong> Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Elas presenciam a entrada e saída de marcas de produto, que têm uma existência normalmente muito mais curta. Nossos craques também. Há muito tempo o Bellini levantou nossa primeira taça. Depois Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafú. Ao longo desse período, a Seleção continuou nos orgulhando com outros craques.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>2. Paternidade -</strong> As marcas corporativas dão “paternidade” e orgulho para os produtos que operam sua bandeira. Não é à toa que cresceu tanto a expressão das marcas corporativas nas comunicações de produto. Há muitos exemplos disso. Talvez o da Unilever seja o mais paradigmático nos últimos tempos. Como um produto que recebe o U corporativo em sua embalagem, os jogadores que são chamados para a seleção também são apadrinhados pela camiseta canarinho. Quando perguntaram uma vez a um jogador menos conhecido na época se gostaria de jogar na seleção, ele respondeu: “Mas quanto  eu vou ter que pagar?”</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>3. Individualidade -</strong> As marcas corporativas não eliminam a individualidade das marcas de produto. Em qualquer portfólio de produtos, dentro de uma empresa, é a coisa mais natural e desejável do mundo que os produtos tenham sua própria personalidade e contribuam de forma planejada para os resultados do conjunto. A última coisa que se  espera de um portfólio de produtos e marcas é uma desastrosa canibalização entre eles. Com a nossa Seleção é exatamente a mesma coisa. Robinho e Lúcio sabem que um não é capaz de fazer tão bem o que o outro faz. Acomodar as habilidades desses garotos num todo harmônico sempre foi a principal virtude dos grandes técnicos. O saudoso Telê Santana talvez tenha sido o grande mestre nessa virtude, mesmo sem ter ganho a Copa de 82.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>4. Qualidade -</strong> Alguém conhece alguma marca corporativa que desfrute de prestígio, porém com um portfólio de produtos de qualidade questionável ou ruim? Eu não! É uma contradição em termos. Nos estudos que realizamos anualmente para a revista Época Negócios, as marcas corporativas de maior prestígio têm sido: Nestlé, Natura, Correios, Petrobrás, J&amp;J, Volkswagen entre outras. A qualidade dos produtos e serviços é o pressuposto de empresas com marcas corporativas com reputação. Seleções não vão a lugar nenhum com jogadores pernas-de-pau. Mesmo grandes técnicos não conseguem essa milagrosa transmutação. Ou seja, qualidade é o price-of-entry de qualquer marca corporativa respeitada. Não há comunicação que cure a falta de qualidade de seus produtos.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>5. Humildade -</strong> Quantas e quantas organizações não têm caído na armadilha das disputas internas entre unidades de negócios, entre as marcas de mais brilho versus as menos expressivas no mercado? Não é nada estranho que batalhas internas drenem a força do conjunto e o resultado final da empresa, representada pela marca corporativa como um todo. Isso os faz lembrar de algo semelhante em nossa Seleção? Quantas e quantas vezes não ouvimos coisas do tipo: temos um grupo de grandes craques, mas eles não constituem uma equipe. As “marcas” individuais, os jogadores manifestam seu brilho próprio mas precisam se submeter a estratégia do portfólio, isto é, da Seleção.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Longe de mim ignorar o peso fundamental das marcas de produto! Aliás, há dois meses, eu discuti nesta coluna como elas não podem ser substituídas pelas marcas corporativas. Todavia, mais importante do que qualquer uma das duas instâncias (marca de produto e marca corporativa) individualmente é a química entre elas. Como no caso da Seleção, somente a camiseta canarinho não ganha o jogo. Assusta o adversário, mas não ganha. E o inverso também: só um amontoado de craques não cria uma Seleção e nem levanta a taça.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Artigo publicado no portal HSM Online (<a href="http://br.hsmglobal.com/notas/57689-a-selecao-canarinho-e-as-marcas-corporativas">http://br.hsmglobal.com/notas/57689-a-selecao-canarinho-e-as-marcas-corporativas</a>).</p>
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		<title>Brand Inside: Vitrines x Tapumes</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 14:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcas não são tapumes que escondem o que se passa da porta da rua para dentro da organização. Muitas indústrias e empresas ainda vivem uma grande ilusão: investimentos de marketing e comunicação seriam capazes de criar uma percepção favorável das marcas no mercado, independente de sua relação com o ambiente interno e com os colaboradores. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Marcas não são tapumes que escondem o que se passa da porta da rua para dentro da organização.</strong></p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Muitas indústrias e empresas ainda vivem uma grande ilusão: investimentos de marketing e comunicação seriam capazes de criar uma percepção favorável das marcas no mercado, independente de sua relação com o ambiente interno e com os colaboradores.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Marcas não são tapumes que escondem o que se passa da porta da rua para dentro da organização. Situações como a ilustrada no Gráfico A, são insustentáveis. A pirâmide revela qual é a força da marca, indo do seu puro desconhecimento por clientes e consumidores ao grau máximo de envolvimento por ela, que é o patamar da Idealização. (Rejeição é o que o próprio nome indica. Familiaridade é tê-la apenas como conhecida, sem sentimentos positivos ou negativos. Preferência, o penúltimo patamar, é ter a marca como uma das prováveis opções de compra ou escolha.)</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><img class="aligncenter size-full wp-image-933" title="brandinside1" src="/arquivos/2010/05/brandinside1.jpg" alt="brandinside1" width="500" height="368" /></p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Situações de mercado, como ilustradas no Gráfico A, são insustentáveis porque os próprios colaboradores acreditam menos na marca da empresa, ou o que é mesma coisa, estão menos envolvidos por ela. O efeito de corrosão que isso causa no poder mercadológico da marca é inevitável. Não há investimento de marketing e comunicação que seja capaz de combater essa corrosão. Se isso já era insustentável há alguns anos, hoje é mais ainda, porque as empresas estão “nuas” e transparentes diante do mercado. Não há tapume que oculte o que se passa da porta da rua para dentro num mundo de democracia digital e mídias sociais instantâneas.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Ao contrário disso, o que se espera em uma gestão mais saudável e sustentável das marcas é o que está ilustrado no Gráfico B. O envolvimento maior pela marca acontece entre os seus stakeholders mais “íntimos”. Ou seja, os colaboradores da organização, aqueles que a carregam no crachá em seu peito. Neste caso, os patamares superiores da pirâmide concentram mais interessados ou defensores da marca quando o retrato de sua força é feito dentro da empresa comparado ao retrato do mercado, daqueles que são clientes e consumidores.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><img class="aligncenter size-full wp-image-934" title="brandinside2" src="/arquivos/2010/05/brandinside2.jpg" alt="brandinside2" width="500" height="368" /></p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Se no primeiro cenário, tínhamos um efeito de corrosão, neste segundo  temos um efeito de propagação positiva da força e prestígio da marca. No segundo cenário, cada colaborador pode ser um “apóstolo” que dissemina orgulhosamente o que a marca significa e quais são os seus valores.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">É uma expectativa perversa supor que marcas possam ser um recurso cosmético que oculta as imperfeições e desajustes organizacionais e que o marketing possa ter esse triste papel. Ou como se fosse um creme que esconde rugas, estrias, envelhecimento etc, e pudesse revelar para o mercado sempre uma aparência jovem, saudável e atraente.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Marca é um “contrato” entre os vários stakeholders. Este “contrato” virtual está apoiado nos valores que a empresa pratica, de fato, e acaba espelhando tudo que a marca projeta para o mercado. Quando estes valores que a marca projeta não reproduzem o que é o ambiente organizacional, o que se passa com a gestão de pessoas internamente, o “contrato” está sendo desonrado e acaba desmascarado em algum momento.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Ao contrário do que muita gente ainda pensa, as marcas são construídas de dentro para fora, isto é: começam da porta da rua da empresa para dentro. Não exclua nunca seus funcionários da cadeia de transmissão de valores da marca. Sem eles, tudo o que acontece da porta da rua para fora não é sustentável. Num texto da Harvard Business Review (Janeiro, 2002), o autor, Colin Mitchell, diz o seguinte: “Os empregados precisam ouvir as mesmas mensagens que você transmite para o mercado. Em muitas empresas, contudo, as comunicações interna e externa frequentemente não se encaixam.”</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Na verdade, mais do que serem simplesmente informados sobre as mensagens da marca, os colaboradores precisam internalizar seus princípios e serem emocionalmente envovidos por ela. Bons “apóstolos” não apenas conhecem os preceitos de sua “religião”, mas acreditam em seus valores.</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Nos trabalhos que tenho ajudado a conduzir, alguns deles envolvendo RH também, fica cada vez mais evidente o efeito vitrine ao contrário de um pretenso efeito tapume. O que temos diagnosticado da porta da rua para fora, junto a clientes e consumidores, nasce dentro da empresa e, por corrosão ou propagação positiva da imagem da marca projeta-se para o mercado. Marcas são vitrines, elas revelam, para o bem ou para o mal o que é a organização, não são tapumes que escondem. Não esperem nunca que ocorra o inverso!</p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><em>Por Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding e autor do livro “As marcas no divã” -</em><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="http://www.grupotroiano.com.br/"><em>www.grupotroiano.com.br</em></a><em>)</em></p>
<p style="font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 12px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>HSM Online</strong><br />
22/04/2010</p>
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		<title>HSM entrevista Jaime Troiano: Marca não é uma entidade que paira no vazio</title>
		<link>http://www.brandinsights.com.br/pagina/846</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 14:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leia a entrevista completa aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores especialistas em branding e gestão da marca no Brasil fala sobre as lendas e verdades que cercam o tema no país e dá dicas para o desenvolvimento de uma boa estratégia.</p>
<p>Há quem acredite que uma boa marca pode salvar a empresa. Mas a escolha do nome é apenas o começo de um processo que levará tempo e exigirá muito trabalho duro e disciplina para dar resultados.</p>
<p>Quem garante é Jaime Troiano, um dos maiores especialistas em branding do Brasil. Engenheiro químico e sociólogo de formação, Troiano estuda o comportamento do consumidor e ajuda empresas a administrar com mais eficiência a relação do público com suas marcas.</p>
<p>À frente do Grupo Troiano há 16 anos, ajudou a empresa a se consolidar como o primeiro grupo brasileiro dedicado 100% a gestão e marcas e, certamente, o mais lembrado quando o assunto é branding. Com mais de 800 marcas trabalhadas, o Grupo Troiano atende a cliente como 3M, Globo, Itaú e Microsoft, entre outros.</p>
<p>É, também, autor do recém-lançado livro &#8220;<a title="As Marcas no Divã" href="/pagina/7" target="_self">As Marcas no Divã</a>&#8220;, que faz uma análise de consumidores e criação de valor e mescla textos com os principais casos e estudos produzidos por Troiano.</p>
<p>Nessa entrevista, ele fala sobre vaidade corporativa, a possibilidade de desenvolvimento da marca fora dos círculos tradicionais da publicidade e afirma: “O sentimento de que marcas somente são construídas à base de muita propaganda é um grande engano!”</p>
<p><strong>O que é mais fácil: construir ou destruir uma marca?</strong></p>
<p>Sem dúvida nenhuma, destruir. A construção é um processo lento, sistemático, que envolve muitas pessoas e uma disciplina rígida de controle. Mais do que nunca, a velocidade do impacto negativo que as marcas podem sofrer é muito grande, pela existência de uma múltipla e pouco controlável trama de contatos digitais em que ela está envolvida.</p>
<p><strong>Em suas palestras mais recentes, o senhor tem comentado sobre o anti-branding. Quais os erros mais comuns cometidos por empresas brasileiras?</strong></p>
<p>São os seguintes &#8211; embora não sejam cometidos apenas por empresas brasileiras e nem sejam os únicos:</p>
<p>A. Mudar constantemente de fornecedor de serviços de comunicação. Em nome de negociações que achatam o valor dos serviços prestados por essas empresas, elas têm sido substituídas com muito maior frequência do que o desejável. As grandes marcas sempre tiveram relações estáveis e duradouras com suas agências de comunicação. Fiquei sabendo há pouco tempo que os grandes tenistas sempre tiveram poucos técnicos em sua carreira. Acho que isso também vale para o processo de construção de marcas de prestígio e de valor. Relacionamentos fragmentados com vários fornecedores de comunicação levam a resultados inconsistentes.</p>
<p>B. O segundo erro é o que eu denomino de “vaidade corporativa”. Um sentimento de soberba que impede a empresa de olhar para suas marcas com o ponto de vista do cliente, do consumidor. É a suposição de que a visão dos principais executivos é plena e capaz de compreender o que acontece no mercado. O Louis Gestner, ex-IBM, sempre dizia que a mesa de nosso escritório é um lugar muito arriscado de onde se observar o mundo e o mercado. Falta de humildade ou vaidade corporativa alimentam o anti-branding.</p>
<p>C. O terceiro é o erro do “tapume”. É imaginar que a marca é um tapume que revela a empresa apenas do lado de fora e esconde quem ela é da porta da rua para dentro. Os projetos que temos desenvolvido pela Bright House Brasil (uma empresa do Grupo Troiano de Branding), deixam muito claro que o público interno das organizações é constituído de apóstolos da marca. Se eles, antes de qualquer outro stakeholder, não forem convertidos e compreendam os princípios e os valores que pautam a vida da marca, dificilmente a empresa fará bem isso da porta da rua para fora.</p>
<p>D. O quarto é o sentimento exagerado de propriedade que o departamento de marketing tem sobre a gestão da marca, como se ela fosse uma capitania hereditária desse departamento. Os trabalhos que temos feito no Grupo Troiano mostram que todos, literalmente todos, os colaboradores de uma organização têm algo a dizer a respeito desse tema. Mesmo que sua contribuição não seja decisiva, o fato de ouvi-los cria uma natural relação de cumplicidade e fortalece o sentimento de orgulho corporativo.</p>
<p><strong>Há algum tipo de recomendação para empresas pequenas, que não contem com grandes verbas para publicidade, para tornar uma marca conhecida?</strong></p>
<p>Sim: a força dos pequenos contatos. Há uma grande ilusão no mercado: marcas fortes só se constroem com grandes investimentos de propaganda. Quantas e quantas vezes, eu tenho ouvido este lamento, partindo principalmente de empresas que não dispõem desses recursos mais generosos. E estas empresas são, é lógico, a grande maioria do nosso mercado.</p>
<p>É como se existisse um “apartheid mercadológico”: ou você tem muito dinheiro para investimentos publicitários e pertence à “raça superior” dos grandes anunciantes ou fica imobilizado num “gueto” dos que nada podem. O sentimento de que marcas somente são construídas à base de muita propaganda é um grande engano!</p>
<p>Primeiro porque grandes marcas começaram pequenas e como tais não podiam dispor daqueles investimentos. Em segundo lugar porque há muitas marcas que cresceram fora dos tradicionais circuitos publicitários. É lógico que propaganda é um nutriente valiosíssimo e contar com ela ajuda muito.</p>
<p>Porém, há muito mais a ser feito do que apenas se ressentir por não ser um anunciante. Marcas fortes e valiosas de verdade são construídas pela rede de múltiplos e pequenos contatos que elas estabelecem com seus consumidores e com todos os públicos envolvidos com ela – dos seus funcionários aos canais de venda.</p>
<p>Marcas poderosas são o resultado de uma equação de múltiplos termos que se combinam e geram um efeito perceptual junto a seus consumidores e demais públicos. Esta rede de múltiplos contatos tem a força de construir o valor e percepção adequada de uma determinada marca. Propaganda, embora tendo um papel privilegiado, é apenas um termo da equação, é um elo da cadeia de pequenos contatos.</p>
<p><strong>E quais são estes múltiplos contatos?</strong></p>
<p>1. O que seus funcionários sabem sobre a marca?</p>
<p>Num artigo da Harvard Business Review, Colin Mitchell faz esta indagação fundamental: será que as pessoas que trabalham na empresa estão cientes dos valores e dos propósitos que tem a marca que elas ajudam a “fabricar”? Será que nós não nos preocupamos mais em vender a marca da porta da rua para fora do que para nosso próprio público interno? Várias vezes já identificamos problemas de mercado cuja origem está localizada da porta da rua para dentro.</p>
<p>2. Caminhões, fachadas, lojas, papelaria&#8230;</p>
<p>Na rede de pequenos contatos da marca com o mercado, o seu sistema de representação visual tem que obedecer a uma disciplina xiita. Caminhões são verdadeiros outdoors ambulantes, vistos por milhares de pessoas. Fachadas de lojas são outro ponto de contato com a marca. Se alguém na empresa não criar uma rígida disciplina de uso das cores, das formas, que representam a sua marca em todas as suas aplicações, não haverá recurso de propaganda que resolva. Há pouco tempo, pedimos a um de nossos clientes que pusesse sobre a mesa os cartões de visitas de cinco funcionários da empresa. Parecia o samba do crioulo doido, cada um de um jeito! Faça o teste na sua.</p>
<p>3. “Bom dia, um momentinho, por favor!”</p>
<p>Esta é a frase típica de uma telefonista que representa sua empresa e sua marca ao receber uma ligação, quem sabe se de um cliente importante. O problema é que nós nunca termos uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão. Telefonistas, secretárias e recepcionistas são poderosíssimos pontos de contato com sua marca.</p>
<p>Esses são alguns elos de contato da marca com o seu mercado e seus públicos. Há muitos outros. Por isso, tendo ou não recursos para se transformar em anunciante, saia do gueto. Trate cada um desses pontos de contato com o mercado como um momento mágico de encontro entre sua marca e o consumidor. A multiplicação quase infinita da comunicação digital torna a soma dos pequenos contatos ainda mais poderosa para empresas de todos os portes.</p>
<p><strong>Qual a diferença que redes sociais e serviços desse tipo podem fazer para uma empresa?</strong></p>
<p>Ninguém sabe muito bem, ainda, como operar essa maravilhosa engenharia digital. Há muitas dúvidas. Mas há uma certeza absoluta de que as marcas, em qualquer área de negócio, não poderão viver sem ela. Tanto como ferramentas de construção e gestão das marcas como também de observação do que se fala ou do que se “cochicha” sobre elas nos espaços digitais.</p>
<p><strong>Até que ponto a internet pode ajudar ou complicar a popularização/fixação de uma marca?</strong></p>
<p>Disso nós já temos certeza: ajuda e ajudará cada vez mais. O que faltam ainda são maestros. Temos muitos solistas, apenas. Há muitos especialistas em modalidades ou ferramentas específicas de comunicação. São como se fossem solistas, quando aquilo de que as marcas mais precisam são maestros para integrar as “partituras” das diversas ferramentas de comunicação. Como a internet, por exemplo. De qualquer maneira, isto é uma questão de tempo e o fato de que internet é uma ferramenta única e indispensável é inquestionável. Sem internet, temos uma orquestra sem violino.</p>
<p><strong>Até que ponto a falta de uma cultura interna pode prejudicar a imagem de uma marca para seu público-alvo?</strong></p>
<p>A falta de uma cultura interna prejudica a imagem de uma marca e prejudica quase tudo dentro de uma organização. Uma empresa sem cultura interna é uma organização sem alma. Por outro lado, mesmo quando não há uma operação organizada e disciplinada de formulação de uma cultura interna, ela acaba brotando espontaneamente, mas não da forma que os gestores da empresa esperariam. Ela brota por meio de especulações e fantasias.</p>
<p>Dizia o escritor Octavio Paz: “onde morrem os deuses, nascem os fantasmas”. Ou seja, cada um cria sua própria interpretação sobre as intenções da empresa, de seus dirigentes e, em última instância, dos propósitos de suas marcas. E, muitas vezes, criam fantasmas e assombrações.</p>
<p><strong>Há algum tipo de treinamento recomendado para empresas criarem esse tipo de cultura?</strong></p>
<p>Cultura interna é algo que transcende as atribuições de branding. Creio que ela envolve o board da empresa, acima de tudo. Há processos de treinamento para isso e eles são feitos com a participação de diversos níveis da organização.</p>
<p><strong>E há algum tipo de ferramenta recomendada para gestores implantar esses métodos?</strong></p>
<p>Se eu puder particularizar essa pergunta, diria que sim: há ferramentas.</p>
<p>No caso específico de disseminação da cultura de uma marca no interior de uma empresa, nós do Grupo Troiano, desenvolvemos um processo denominado de Brand Inside. O Brand Inside é uma metodologia por meio da qual todos os segmentos de colaboradores são expostos, cada um com um nível de intensidade, às mensagens, valores e princípios que pautam a marca. Temos realizado isso em empresa de diversos portes.</p>
<p>O importante é que o processo:<br />
- Tenha um autêntico compromisso da alta direção;<br />
- Não deixe de cobrir todos ou quase todos os colaboradores;<br />
- Não seja apenas um processo “one shot”, mas tenha alguma continuidade;<br />
- Use mecanismos de contato pessoais e à distância (intranet, por exemplo);<br />
- Envolva os colaboradores em algumas atividades práticas na construção do compromisso com a marca;<br />
- Identifique os principais “apóstolos”, aqueles que mais serão capazes de continuar o processo de disseminação da linguagem e dos propósitos da marca na organização.</p>
<p><strong>O que fazer, por exemplo, quando houver algum tipo de opinião divergente com relação a algum tipo de posicionamento?</strong></p>
<p>Se essas opiniões divergentes ocorrerem dentro da empresa, a primeira providência é intensificar o processo de treinamento e contato com essas pessoas e tentar entender a origem da divergência. Muitas vezes, a divergência pode resultar em inputs que melhorem a qualidade de comunicação da marca, tanto dentro quanto fora da organização.</p>
<p>É claro que em casos extremos, os renitentes e os que ameaçarem a estabilidade do processo de implantação deveriam ser simplesmente excluídos do quadro da organização.</p>
<p><strong>Há, no Brasil, empresas cujas marcas têm uma aceitação baixa e que tentam reverter isso com o investimento maciço em publicidade, mesmo sem retorno comprovado. Até que ponto uma estratégia desse tipo é válida?</strong></p>
<p>Houve uma época em que se dizia: “Propaganda é a alma do negócio!” A frase transformou-se em algo que qualquer consumidor diz, quando quer demonstrar sua suposta proficiência em comunicação.</p>
<p>Quando se dizia que propaganda resolve tudo, estávamos ouvindo uma grande mentira. Mesmo naquela época, quando não tínhamos este enorme e incontável arsenal de instrumentos de comunicação, já podíamos contar com algumas ferramentas. Marketing promocional, eventos, atividades em pontos-de-venda e etc não foram inventados hoje. Além disso, o boca-a-boca, este poderosíssimo e ainda muito pouco estudado canal de comunicação, já agia em todos os  mercados. Ou seja, a propaganda não era filha única. A família de instrumentos de comunicação, que serviam como ferramentas de apoio, já era numerosa.</p>
<p>Com o passar das décadas, estamos começando a ouvir uma nova grande mentira: propaganda é irrelevante. O que interessa são as outras e mais modernas ferramentas de contato com o consumidor, entre as quais todas as formas de comunicação digital e mídias sociais.</p>
<p>Cuidado: esta mentira é tão perigosa como a primeira! As duas são formas cômodas e simplistas para se pensar pouco. As duas são formas de não se aprofundar na compreensão de como se dá, de fato, a conexão entre consumidores e marcas. As duas têm pernas curtas.</p>
<p><strong>Da época da “Propaganda resolve tudo” até os dias de hoje da “Propaganda é irrelevante”, o que aconteceu?</strong></p>
<p>Aconteceram dois grandes movimentos que mudaram a configuração do mercado de marketing: um tecnológico e um comportamental. O movimento tecnológico é o processo explosivo de multiplicação de mídias novas e das mais variadas formas de contato com os consumidores. Algumas delas tem eficácia discutível, outras são comprovadamente poderosas.</p>
<p>O outro foi o movimento comportamental, que não dependeu dos profissionais de marketing e comunicação. Aliás, ao contrário: somos caudatários deste movimento e não agentes do processo.</p>
<p>O movimento comportamental pode ser resumido assim: as últimas três décadas, muito mais do que em todas as anteriores somadas, provocaram uma profunda fragmentação do tempo e das relações entre as pessoas. A fragmentação do tempo transformou o consumidor em alvo móvel.</p>
<p>Em estudo que realizamos há dois anos em São Paulo, calculamos o home share e o street share das pessoas &#8211; quanto tempo elas passam em casa e quanto passam na rua, escola, trabalho, lazer, compras etc. Descontado o período de sono, 70% do tempo corresponde ao street share!  Mas também as relações sociais se fragmentaram. Os momentos de integração e encontro dos mesmos grupos de pessoas são cada vez mais raros. A cena da família reunida, almoçando ou vendo TV, é mais idílica do que real hoje, ainda que continue sendo um sonho de muitos. Em lares de classes A e um pedaço da B, a existência de quartos individuais, de pequenos mundos equipados com TV, som, computador, telefone cresce de modo alarmante.</p>
<p>Esse movimento comportamental fragmentou também a relação do consumidor com a mídia. Consequência: a ginástica para se conversar com ele consome muito mais energia mental hoje.</p>
<p>O movimento tecnológico e o movimento comportamental, dois lados da mesma moeda, provocaram uma profunda revisão na forma de distribuir recursos de mídia. E a filha mais velha, a propaganda, viu boa parte de suas verbas migrarem para os irmãos mais jovens.</p>
<p>Assumir, porém, que propaganda é irrelevante é uma mentira tão grande como foi, no passado, falar de sua onipotência. Portanto, cuidado. Cuidado com o sr. Al Ries, o novo “Oráculo de Delfos”, quando ele anuncia a defenestração da propaganda para ungir e coroar as relações públicas como a rainha da comunicação. Cuidado com os falsos exemplos de marcas que se desenvolveram sem um pingo de propaganda.</p>
<p>Por mais que seu espaço tenha diminuído no mix de comunicação, é impossível alimentar a conexão de marcas e consumidores sem propaganda. Mesmo que não seja uma atividade contínua.</p>
<p><strong>Aproveitando que estamos às vésperas da Copa do Mundo, dá para salvar uma marca como a do Ronaldinho Gaúcho, a mais valorizada do planeta em 2006 e hoje praticamente esquecida?</strong></p>
<p>Creio que não há marca forte que resista a produtos medíocres! Marca não é uma entidade que paira no vazio.</p>
<p>No caso de um jogador de futebol, estamos falando de um “produto” que tem um ciclo atlético muito mais limitado que outros produtos e serviços. Marcas que passam por momentos difíceis muitas vezes se recuperam por meio de diversas iniciativas, tais como revitalização do próprio produto, ajuste de seu posicionamento, abertura de novas linhas, renovação de sua comunicação etc.</p>
<p>No caso do Ronaldinho, dependerá essencialmente dele a possibilidade de brilhar novamente e recompor o prestígio de sua marca. É, aliás, o que todos nós gostaríamos de ver.</p>
<p>HSM Online<br />
24/11/2009</p>
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